 20/01/2009 - A Salvação dos Cristãos
Jesus morreu. Por quê? E do que Ele nos salvou? Categoria:
Artes
A Salvação dos Cristãos
Jesus morreu. Por quê? E do que Ele nos salvou?
Não nos salvou do pecado, pois ainda estamos sujeitos a pecar. Jesus morreu devido ao pecado humano? Não pode ser também. Pois Deus, então, estaria condicionado aos acontecimentos humanos.
Ele morreu. Como Deus, seria tão simples apenas nos levar à Eternidade. Seria muito mais conveniente. Por que morrer? Seria a morte aquilo que mais assusta as pessoas? Uma morte instantânea. Ora estamos conversando, ora a pessoa tem algum problema cardiorrespiratório e morre diante de nós ou momentos depois de ter saído de sua presença.
Ora estamos ouvindo música em casa e queremos algo da padaria. Quando vamos atravessar a rua, um ônibus nos atinge e morremos. Estamos gravemente doentes, e sabemos de todas as possibilidades de piorar, mas nenhuma de melhorar. E depois de meses, anos, viemos a falecer.
Morrer é inevitável. Todos morrem e sentem dor.
E Jesus optou por fazer a “vontade do Pai” (a Vontade Divina) e então morreu. Queria Jesus nos dizer que Ele tem poder para vencer o inevitável? Queria Jesus mostrar que a Salvação é a “quebra” da única coisa que é, realmente, inevitável em nossa vida, a morte?
Todos nós nascemos e morremos, mas Jesus não. Jesus nasceu, morreu e ressuscitou (para aqueles que são convictos disso). Seria o Sacrifício de Cristo, também, uma demonstração de que o ser humano deve viver alegre, sem se preocupar com a morte, sem pensar que ela é o fim da nossa existência nesse mundo tão vasto?
Provavelmente sim, se partirmos do pressuposto de que Deus quer a nossa felicidade em primeiro lugar. Porém, se pararmos pra pensar, esse termo (felicidade) é muito ambíguo e subjetivo. O que é felicidade? Viver sem preocupações, ter tudo o que quisermos ter, obter as melhores pessoas ao nosso redor, o melhor trabalho, as melhores coisas...?
Provavelmente não. Pessoas humildes com poucos amigos enchem o peito para dizerem que são felizes. Então que felicidade é essa a qual Deus tanto quer que experimentemos?
Preocupar-se é bom. Claro que na medida certa. Quando pensamos nas conseqüências de nossos possíveis atos, medimos o quão importante é agir daquela maneira, se o risco vale a pena para mim e para as outras pessoas etc.
Preocupar-se demais é quase que doentio. A pessoa vive no futuro, esquece do presente e sofre com o passado. Prende-se às situações ruins que já passaram, esquece de viver a alegria de cada momento respirando, ouvindo música, curtindo o espaço ao redor e acaba por se remoer com coisas futuras que ainda podem ou não podem acontecer. Vale à pena?
Definitivamente não.
O que são problemas? Eles impedem a nossa felicidade? Coisas ruins, situações ruins e pessoas ruins podem afetar a nossa personalidade, a ponto de nos afastar da alegria? Infelizmente, para a maioria das pessoas, sim! Sabe aquele dia maravilhoso que você acorda sorrindo, o céu está claro, você levanta da cama disposto... Tem um ótimo dia na escola, recebe uma nota boa, ri e partilha coisas com seus melhores amigos...
Tem AQUELE almoço, que você sente o gosto a cada garfada que dá, naquela batata frita com bife... Tem um dia ótimo no trabalho: clientes educados e satisfeitos... À noite você chega em casa e tem uma briga besta com seus pais, ou recebe uma notícia mínima de que algo deu errado...
Pronto!
Seu mundo desabou. Seu dia foi pro saco. Nada presta! Quero desaparecer por um ano. Não quero ver ninguém na minha frente, odeio meus pais, só tenho amigos falsos... E blá blá blá!
Bom, infelizmente é assim. As pessoas se esforçam demais em aproveitar o bom e quando o ruim aparece, o bom não serviu de nada. O importante, sempre, é ser otimista: esperar e torcer pelas melhores situações possíveis, mas também estar preparado para as piores das situações. E então, receber o que vier.
Oras! Fazer o quê. É a vida. Essa incrível vida que Deus nos deu. Cheia de alegrias e oportunidades de crescimento (dificuldades), de pessoas que servem como exemplo firme e de pessoas que servem como exemplo daquelas coisas que não devemos fazer.
Porque o verdadeiro sábio é aquele que observa o erro do outro e corrige em si mesmo.
Mas o que isso tudo tem a ver com a Salvação dos Cristãos, com o Sacrifício de Cristo? Tem tudo a ver. Todas as situações bíblicas, cristãs, dos santos e da Igreja são infinitamente interpretáveis para a nossa vida.
Jesus morreu e derrotou o inevitável. E disse que nós iremos triunfar sobre a Morte, também, no Dia Final. E nos salvou do quê? Disso tudo. Salvou-nos de termos um pensamento rude, irritado, e nos mostra como ter um pensamento otimista e alegre. Salvou-nos de lidarmos com as situações aparentemente terríveis da nossa vida de maneira errado, nos ensinando como ficar fortalecidos.
Por isso que ser cristão católico é bom. Não temos apenas Jesus como exemplo. Ele é, obviamente, o exemplo maior, o mestre. É Deus. Mas temos figuras menores, humildes e também muito importantes, como os santos.
Pessoas como nós. Homens, mulheres, crianças, jovens, adolescentes, adultos e idosos que nos mostram que ser cristão é muito bom, e que a vida não é lá tão difícil não. E nos mostram que o cristianismo não é apenas uma cruz, uma crença. É um “estilo de vida” que nos realiza plenamente como seres humanos.
Portanto, sorria, cante, dance. Como obra de Deus, pratique a arte e escreva sua própria história, colocando o seu futuro e a sua vida nas mãos do Senhor. Ele te faz essa pergunta: você quer ter uma história alegre ou não?
* Lucas é coordenador do Ministério de Dança Vox Animae de Tubarão - SC e integrante do Ministério Raio de Luz de Joinville.
Lucas Rossi Feuerschütte
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