 17/08/2009 - ANO SACERDOTAL – 19 DE JUNHO 2009-2010
Os sacerdotes e fiéis que realizarem... Categoria:
Palavra da Igreja
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou que, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
A abertura será no dia 19 de junho de 2009, dia da solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal. Em Roma será na presença da relíquia de São Cura d'Ars, que lá já se encontra, trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de junho de 2010, com um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Diretório para os Confessores e os Diretores Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época atual.
Segundo Bento XVI, “competirá à Congregação do Clero, de acordo com os bispos diocesanos e com os superiores dos Institutos religiosos, promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais que pareçam úteis para fazer perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.
São João Maria Vianney, ou Cura d'Ars, nasceu em Dardilly, França, em 1786. Ordenado sacerdote, foi enviado para uma insignificante aldeia, com cerca de 230 paroquianos. Mais tarde, João Maria Vianney tornou-se o cura de Ars-sur-Formans, no Leste de França. Rezava, fazia penitência, pregava e fazia caridade, cumprindo zelosamente o seu ministério sacerdotal. Permanecia horas e horas a fio atendendo peregrinos em confissão que a ele acorriam a fim de pedir orientações. Morreu no ano de 1858.
Eu gostaria de convocar toda a Diocese para dar importância ao Ano Sacerdotal, com iniciativas várias, tais como: momentos de oração com e pelos sacerdotes, adoração do Santíssimo, oração do terço, sacrifícios, ofertas, visitas e apoio aos seminários e seminaristas, formação permanente do clero, peregrinações, ocasião para aprofundar a identidade sacerdotal, a teologia sobre o sacerdócio católico e o sentido da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade, organizar encontros de estudo, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências, semanas teológicas, enfim, que seja um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada um dos presbíteros.
Os sacerdotes e fiéis que realizarem determinados exercícios de piedade durante o Ano Sacerdotal receberão a indulgência plenária.
Assim informa um decreto divulgado e assinado pelo cardeal James Francis Stafford e pelo bispo Gianfranco Girotti, O.F.M., penitenciário maior e regente da Penitenciaria Apostólica, respectivamente. Em primeiro lugar, poderão obter a indulgência plenária os sacerdotes que, “arrependidos de coração”, rezem qualquer dia as Laudes ou Vésperas diante do Santíssimo Sacramento exposto para a adoração pública ou no sacrário e, seguindo o exemplo de São João Maria Vianney, ofereçam-se para celebrar os sacramentos, sobretudo a Confissão, “com espírito generoso e disposto”.
Os sacerdotes poderão beneficiar-se ainda da indulgência plenária aplicável a outros sacerdotes defuntos como sufrágio, se, em conformidade com as disposições vigentes, se confessarem, comungarem e rezarem pelas intenções do Papa.
Também receberão indulgência parcial, sempre aplicável aos irmãos no sacerdócio defuntos, “cada vez que rezarem orações devidamente aprovadas para levar uma vida santa e cumprir os ofícios que lhes foram confiados”.
Por outro lado, todos os cristãos poderão beneficiar-se de indulgência plenária sempre que, “arrependidos de coração”, assistirem à Santa Missa e oferecerem pelos sacerdotes da Igreja orações a Jesus Cristo e qualquer boa obra.
Tudo isso complementado com o sacramento da confissão e a oração pelas intenções do Papa “nos dias em que se abra e se conclua o Ano Sacerdotal, no dia do 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, nas primeiras quintas-feiras de cada mês ou em qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários dos lugares para a utilidade dos fiéis”.
Os idosos, doentes e todos aqueles que, por motivos legítimos, não possam sair de casa, também poderão obter a indulgência plenária se, com ânimo afastado do pecado e o propósito de cumprir as três condições necessárias assim que lhes for possível, “nos dias indicados rezarem pela santificação dos sacerdotes e oferecerem a Deus, por meio de Maria, Rainha dos Apóstolos, suas doenças e sofrimentos”.
O decreto indica que se concederá a indulgência parcial a todos os fiéis cada vez que rezarem 5 Pai Nossos, Ave Marias e Glórias, e outra oração devidamente aprovada “em honra do Sagrado Coração de Jesus, para que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida”.
O texto indica que o Santo Cura de Ars “aqui na terra foi um maravilhoso modelo de verdadeiro pastor do rebanho de Cristo”. Também destaca que as indulgências podem ajudar os sacerdotes, junto com a oração e as boas obras, a obter “a graça de resplandecer com a fé, a esperança, a caridade e as demais virtudes” e “mostrar com sua conduta de vida, também com seu aspecto exterior, que estão plenamente dedicados ao bem espiritual das pessoas”.
D. Irineu R. Scherer-Bispo Diocesano de Joinville
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